Rumo
InícioCyber Security

Treinamentos de cybersecurity que funcionam de verdade

Slides sobre phishing não impedem phishing. Simulações sim.

Março 2025

95% dos incidentes de segurança envolvem erro humano. Mesmo assim, a maioria das empresas trata treinamento de cybersecurity como um checkbox: um curso anual, slides com dicas genéricas e um quiz no final. Não funciona. Nunca funcionou. E com ameaças cada vez mais sofisticadas, a lacuna entre o que as empresas fazem e o que deveriam fazer só aumenta.

O custo médio de um vazamento de dados no Brasil ultrapassou R$ 6 milhões. Globalmente, o número é ainda mais assustador. E na maioria dos casos, a porta de entrada não foi uma vulnerabilidade técnica — foi um colaborador que clicou no link errado, usou uma senha fraca ou compartilhou informação sensível sem perceber.

Por que treinamentos tradicionais falham

Porque são teóricos. Explicar o que é phishing não é a mesma coisa que treinar alguém para identificar um email malicioso no meio de 50 emails legítimos numa segunda-feira de manhã. É a diferença entre ler sobre natação e pular na piscina.

Conhecimento sem prática não muda comportamento. E em segurança, comportamento é tudo. O colaborador pode tirar nota 10 no quiz sobre engenharia social e, no dia seguinte, passar credenciais por telefone para alguém que se fez passar por TI.

Outro problema: os treinamentos tradicionais tratam todos iguais. Um desenvolvedor enfrenta riscos diferentes de um analista de RH. Um executivo com acesso a informações estratégicas é alvo de ataques mais sofisticados que um estagiário. Treinamento genérico não prepara ninguém para as ameaças reais que enfrenta.

E existe o problema da frequência. Ameaças cibernéticas evoluem semanalmente. Um treinamento anual ensina sobre os ataques do ano passado. Quando o colaborador finalmente “aprende”, os criminosos já mudaram de tática três vezes.

O fator humano como vetor de ataque

Criminosos cibernéticos sabem que o elo mais fraco da cadeia de segurança é a pessoa. Por isso investem pesadamente em engenharia social — técnicas de manipulação psicológica que exploram confiança, urgência e medo.

Um email que parece vir do CEO pedindo uma transferência urgente. Uma mensagem do “banco” solicitando confirmação de dados. Um link compartilhado por um “colega” no chat corporativo. Os ataques são cada vez mais personalizados e convincentes, muitas vezes usando informações reais da empresa obtidas em vazamentos anteriores ou redes sociais.

A única defesa eficaz é criar reflexos. Não basta o colaborador saber que phishing existe — ele precisa reconhecer instintivamente quando algo não parece certo. E isso só vem com prática repetida em cenários realistas.

Simulações que treinam de verdade

Campanhas de phishing simulado são o melhor exemplo. Envie emails falsos realistas e meça quem clica, quem reporta e quem ignora. Depois, treine quem precisa — com contexto específico sobre o que errou e por quê.

A IA permite criar cenários cada vez mais sofisticados, adaptados ao setor e às ferramentas que a empresa usa. Simulações que parecem reais porque são baseadas em ameaças reais. Um email de phishing para o time financeiro menciona fornecedores reais da empresa. Uma tentativa de engenharia social para o time de TI usa jargão técnico correto.

O feedback é imediato e específico. Se o colaborador clicou em um link malicioso, não recebe uma bronca — recebe uma explicação detalhada dos sinais que deveria ter notado: o domínio levemente diferente, a urgência artificial, a solicitação incomum. Aprendizado no momento exato em que é mais relevante.

As simulações também medem evolução ao longo do tempo. A taxa de cliques em phishing simulado tipicamente cai de 30-40% na primeira campanha para menos de 5% após seis meses de simulações regulares. É uma das métricas mais claras de ROI em treinamento corporativo.

Além do phishing

Phishing é o vetor mais comum, mas não o único. Treinamentos eficazes de cybersecurity cobrem: gestão de senhas, segurança em redes Wi-Fi públicas, classificação de informações, uso seguro de dispositivos pessoais, procedimentos para reportar incidentes e engenharia social por telefone e presencial.

Cada um desses temas pode ser abordado em micro-módulos específicos. Um módulo de 5 minutos sobre como criar senhas fortes. Outro sobre o que fazer ao receber um pen drive desconhecido. Outro sobre sinais de que sua conta pode ter sido comprometida. Conhecimento prático, direto, aplicável imediatamente.

Frequência vence intensidade

Um treinamento por ano não mantém ninguém alerta. Micro-treinamentos semanais de 5 minutos mantêm segurança no topo da mente sem sobrecarregar a equipe. Consistência ganha de volume.

A lógica é a mesma do exercício físico. Uma hora de academia por semana é melhor que nada. Mas 15 minutos por dia, todos os dias, traz resultados superiores. Em segurança, a regularidade cria hábitos. E hábitos são mais confiáveis que conhecimento teórico em momentos de pressão.

Quando um colaborador recebe um email suspeito às 17h de uma sexta-feira, cansado e com pressa para ir embora, não é o treinamento de seis meses atrás que vai salvá-lo. É o micro-módulo que fez ontem, o alerta que recebeu na segunda, o reflexo que construiu ao longo de semanas de prática consistente. Segurança cibernética não é um evento — é um hábito diário.

Pronto para começar?

Fale com a gente e descubra como a Rumo pode transformar os treinamentos da sua equipe.

Falar com a Rumo